Estava muito concentrado em suas poses diante do espelho quando seu celular toca, olha o número, é de Luiza. Desesperado ele percebe que se atrasou. Seus pais haviam saido com a irmã mais nova, só voltariam onze horas, já seria tarde. O irmão não chegava, estava com um dos carros, correu ao quarto da irmã. A menina de uns catorze anos estava assitindo TV, assustou com a invasão do irmão mais velho:
- Augusto!!! O que você está fazendo aqui?
- Alice o que eu faço? O Artur ainda não chegou, tenho um encontro com a Luiza hoje e o carro está com ele.
Ele exclamou agoniado.
Alice o olhou como se ele fosse um ET e disse:
- Cara, é só chamar um taxí! Deer!
Augusto nem virou para agradecer, correu descendo as escadas e foi direto para o telefone. Lá começou a discar, e se tocou que não sabia nenhum número de táxi. Começou a procurar uma agenda telefônica, virou e revirou toda a casa procurando, até achar. A agenda era muito antiga, mais qualquer coisa prestava. Pegou qualquer número, mas não estava prestando, testou vários, quando Luiza o liga novamente, ele olha e se desespera, até que acha um táxi, passa o endereço e pronto, daqui a algum tempo o táxi chega.
Augusto escuta a buzina do lado de fora e corre para dentro do carro.
- Para onde o senhor deseja ir?
Perguntou o taxista
- Para o restaurante Paris hale't.
Respondeu Augusto ancioso.
Já na metade do caminho, Augusto resolveu que iria pegar o dinheiro do táxi. Quando foi olhar dentro da carteira, percebeu que tinha apenas o dinheiro para a janta que teria com a namorada. Ele murmurou para si mesmo:
- Cadê esse dinheiro?
O taxisista ouviu e imediatamente parou e o obrigou a descer.
- Sem dinheiro, sem carona.
O homem disse em quanto se afastava do jovem. Augusto correu para a calçada, faltava cinco quadras para chegar no restaurante. Ele estava uma hora atrasado, quando a namorada tentou ligar novamente.
Ao ver que era ela, ele novamete ignorou o celular e começou a correr até o restaurante. Quando começou a chover, ele escorregou e foi com o pé num bueiro, ignorando o acontecido, Augusto continuou a correr.
Quase sem ar ele conseguiu chegar no restaurante. O telefone tocou novamente e por fim atendeu:
- Alô? Desculpa o atraso, já cheguei no restaurante.
- Mas... Guto, eu não fui. Te liguei desde duas horas, mas você não atendeu nenhuma vez. Meu o avô da minha amiga morreu e eu tive que vir no enterro. - Duas horas meu celular estava desligado.
Ele disse ainda recuperando o fôlego.- Sinto muito amor! Tentei avisar, tentei mesmo.
Ela disse, ressentida.
- Tudo bem!
Ele murmurou.
Desligou o telefone e aprendeu a lição, atenda o telefone quando a namorada ligar, pode ser algo importante.
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